O Ciclo Vivo nasceu da conversa de corredor — aquela que acontece depois da consulta, no ponto de ônibus, na fila da farmácia popular. Ginecologia não é só protocolo clínico: é rotina de trabalho, cuidado com filhos, medo de exame atrasado, vergonha que some quando alguém conta a mesma história. Nosso compromisso é documentar saúde da mulher com linguagem de bairro, sem simplificar a ciência nem esquecer quem vive a fila.

Publicamos reportagens de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife porque cada cidade organiza o cuidado de um jeito. O que funciona na Zona Leste paulista não se replica automaticamente em Madureira ou no Aglomerado da Serra. Por isso ouvimos pacientes, profissionais de UBS, gestoras de programa municipal e grupos de apoio — sempre com checagem editorial e revisão médica independente.

Este não é um site de consulta online. Não substituímos ginecologista, não indicamos tratamento e não publicamos conteúdo patrocinado disfarçado de reportagem. Quando citamos serviços públicos ou clínicas, é porque estivemos lá e registramos o que encontramos.

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A cada edição, escolhemos sete textos para a capa — número que reflete nossa cadência semanal mais uma reportagem de arquivo. Priorizamos vozes que raramente aparecem em grandes portais: a técnica de enfermagem que explica o exame com calma, a mãe solo que adia a colposcopia por falta de creche, a jovem que descobre IST no ambulatório universitário.

Nosso tom é de vizinhança informada. Traduzimos termos clínicos sem infantilizar a leitora. Quando uma pauta exige tabela, gráfico ou glossário, publicamos — mas o centro continua sendo a história vivida em bairros reais. Acreditamos que bem-estar feminino inclui sono, trabalho, rede de apoio e lazer, não apenas ausência de doença.

Para sugestões de pauta, correções ou parcerias editoriais, escreva para [email protected]. Leia nossa política editorial para entender como selecionamos e revisamos cada texto.